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Com apenas 20 dias de tráfego intenso ocasionado pelo desvio do trânsito da BR-354, interditada após as chuvas do início do ano, a Avenida Américo Leão, situada entre os bairros Arnaldos e Passatempo já sente os efeitos causados principalmente por veículos pesados que passam pelo local. Em alguns trechos, a via pública está quase que completamente destruída. Rachaduras, afundamento da pista, ondulações e enormes depressões são os problemas mais comuns no local. 
Nos pontos mais vulneráveis o asfalto já desapareceu trazendo uma grande quantidade de poeira e lama para os moradores da avenida que sofrem agora com mais este incômodo. Desde a interdição da rodovia, os veículos pesados são proibidos de passar por dentro da cidade, sendo obrigados a fazer um desvio de quase 150 quilômetros. Mas não é isso que se vê na realidade. Caminhões carregados passam no local a todo o momento, desrespeitando a proibição e destruindo a avenida que não foi projetada para um trânsito tão intenso. 
De acordo com Nilton de Bastos Barbosa, morador do local, o trânsito de caminhões e carretas acontece dia e noite e causa inúmeros transtornos aos moradores. “O trânsito intenso não pára em momento algum. À noite é ainda pior, pois os motoristas preferem esse horário para trafegar e tiram o sono de todos os moradores”, disse o Nilton, que há um ano mora no local. A Avenida Américo Leão é uma via relativamente recente e foi projetada como elo entre um extremo e outro da cidade. Com a interdição da BR-354, porém, passar pelo local se tornou um desafio e muitos motoristas tentam agora evitar a via que foi construída justamente para se tornar uma alternativa eficiente para o trânsito local. 
Denise Boaventura e seu marido possuem uma oficina mecânica na avenida e também sentem os efeitos dos problemas causados pelo tráfego e afirma que os moradores estavam conscientes dos problemas que seriam causados pelo desvio. “Estamos desde o início tentando impedir os caminhoneiros de passar pela avenida, mas chegamos a ser até agredidos física e verbalmente por motoristas que insistiam em passar. Todos os dias víamos veículos ficarem atolados na lama e o problema só vinha se agravando. O que aconteceu já era esperado e agora ficamos com a incerteza de quando nossa avenida será novamente reconstruída”, desabafou Denise. Ela e outros moradores participaram de uma manifestação ocorrida no início desta semana para pedir providências ao poder público. A Polícia Rodoviária Estadual esteve presente na tarde de hoje, 19, no trevo de acesso da BR-369 orientando motoristas de veículos pesados a não entrarem por dentro da cidade. 
A prefeitura municipal iniciou nesta mesma tarde, obras emergenciais para tentar amenizar os problemas na avenida. Com o auxílio de máquinas, a prefeitura espalhou e compactou pedras de granito na tentativa de evitar os transtornos causados pela lama e pela poeira e a fim de viabilizar novamente o acesso pelo local. 
As obras na ponte da BR-354 danificada pelas chuvas já começaram e segundo informações de Sílvio Duarte de Melo, superintendente regional do DNIT, as obras devem ser concluídas em no máximo 30 dias.
Ele esclareceu também que o desvio feito por dentro da cidade foi especificamente para carros de passeio, porém os motoristas de veículos pesados desrespeitaram as recomendações do órgão e acabaram causando os problemas já mencionados. “Em momento algum o DNIT quis causar transtornos para os moradores afetados pelo desvio. Ele foi feito somente para veículos leves e por uma falta de consciência dos caminhoneiros que insistiram em passar no local, apesar da proibição, foi que os problemas apareceram. Além das obras na ponte da rodovia BR-354, estamos estudando também a possibilidade de liberar os recursos necessários para a reconstrução das ruas afetadas pelo problema o mais rápido possível”, afirmou o responsável pelo DNIT.
Confira as fotos
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